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segunda-feira, 25 de maio de 2009

Novos padrões de conexão causam confusão









Qual o significado da expressão "padrão"? Segundo um excelente dicionário da língua portuguesa, trata-se da adoção de medidas, especificações, paradigmas ou tipos que objetivem uniformizar a produção e avaliação de qualquer coisa, tal como produtos industrializados, por exemplo, que devem obedecer à uma mesma forma e aspecto.

Definição clara e sucinta, e que de forma simples nos diz que se algo é definido como "padrão", por óbvio, deve apresentar funcionamento e desempenho uniforme, independente da aplicação ou de quem o adota.
Para o consumidor final, a principal vantagem de qualquer padronização está na longevidade do conceito, pois padrões não são criados ou alterados a toda hora, trazendo assim boa parcela de confiança em que ao adotar aquela nova solução, seu equipamento permanecerá atualizado por um longo período.
Bem, toda essa explanação é apenas para discutir duas notícias que surgiram em meio à última CES, realizada em janeiro em Las Vegas, e que tratam das alterações nas interfaces DisplayPort e HDMI.
Homologada em maio de 2006 pela VESA (Video Electronics Standards Association), a DisplayPort surgiu como o novo padrão de conexão a ser a dotado pelo segmento de informática, em substituição à antiga interface DVI. Traz características técnicas e visuais muito parecidas com a HDMI, inclusive a capacidade de tráfego de sinais de áudio e vídeo de alta definição e elevada largura de banda, além de dispositivos para proteção de conteúdo, no caso o DPCP, desenvolvido pela Philips. Um dos fabricantes que tem apostado nela é a gigante Dell, que já colocou alguns modelos de displays no mercado norte-americano dotados de DisplayPort.
Mas, como é? Você nunca ouviu falar nesse tal DisplayPort, nem tem algum equipamento dotado dessa conexão? Pois é, o novo padrão nem se tornou conhecido e já está mudando. Pior, está mudando pela terceira vez desde que foi criado, há pouco mais de dois anos e meio. A nova versão (v1.2) promete largura de banda de até 21,6Gbps, além de imagens com resolução de 4k e compatibilidade com material 3D.
Não quero parecer ranzinza, pois como amante inveterado da tecnologia me cabe o discernimento de que nessa área as coisas evoluem rapidamente e que a indústria vive de inventar coisas, e se não for assim o mundo simplesmente para.
Por outro lado, fica difícil acreditar que todas essas novidades já não estavam disponíveis desde a primeira versão do tal "novo padrão", e que apenas por questões mercadológicas estão sendo disponibilizadas ao consumo em doses homeopáticas. Nada pode mudar tantas vezes em tão pouco tempo, principalmente quando se busca a tão falada padronização!
Algo parecido está acontecendo com a nossa conhecida conexão HDMI, lançada ao mercado em 2002 e que já está em sua 6ª revisão, cada uma agregando recursos, compatibilidades ou aumento de desempenho em relação à anterior. E parece que não vai parar por aí, pois o HDMI Group já anunciou para o 1º semestre de 2009 uma nova versão, trazendo como principais novidades a capacidade Ethernet, canal de retorno para sinais de áudio, imagens com resolução de até 4k e capacidade 3D – já antevendo as novas gerações de displays –, além de novos conectores, um deles voltado especialmente para a indústria automobilística.
Claro que tudo que vem para somar é bem-vindo, principalmente no contexto de integração e convergência digital em que vivemos. Queremos equipamentos, softwares, interfaces etc., que realizem o maior número de funções possível, sempre com praticidade e compatibilidade entre si. E realmente é interessante a idéia de uma conexão HDMI com suporte nativo ao tráfego Ethernet (o sonho de integradores e do pessoal de automação e cabeamento estruturado). Mas, será que não dava para ter pensado nisso quando do lançamento da já complexa versão 1.3? O pessoal nem mesmo se acostumou (e adotou) a versão imediatamente anterior, e os pais da criança já estão gerando um novo rebento?
Menos mal que em ambos os casos (HDMI e DisplayPort) é sempre garantida a retrocompatibilidade com as versões anteriores, o que garante a sobrevida dos sistemas que já temos em nossas casas por um bom tempo. Mas é inevitável a incômoda sensação de que, não importa o que façamos, nossos equipamentos sempre ficam obsoletos do dia para a noite, e muitas vezes nem mesmo deu tempo de pagá-los.
Pouco ainda se sabe sobre essa nova modificação do padrão (se é que ainda pode ser chamado assim) HDMI, mas é certo que logo novos produtos e soluções incorporando as novidades estarão à venda, iniciando aí um novo ciclo de consumo e fazendo a máquina toda girar. Mais trabalho para nós, das publicações especializadas, e dores de cabeças para você, leitor e consumidor.

1 - força AC
2 - força AC 12 volts
3 - áudio estéreo analógico miniplug (para PC)
4 - áudio digital coaxial miniplug
5 - RGB (D-Sub/15 pinos)
6 - vídeo componente
7 - Firewire
8 - HDMI
9 - DVI
10 - vídeo composto
11 - S-Video
12 - USB (para teclado/mouse)
13 - USB


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